30 de dezembro de 2010

Memórias da Urbe

Esta série de anotações referen-se a uma coletânea de passagens, cenas, lembranças e impressões que ficaram estampadas em um certo momento de minha vida, na minha mente.
Estas persitem e às vezes voltam, fragmentadas.

As componho com um certo distanciamento, pois pretendia, no momento em as percebi, estabelecer uma relação de observador e objeto. Um vínculo, que inicialmente foi pretendido como unicamente de estudo, porém depois de um certo tempo, tornou-se uma relação de trocas de experiência, de vida, de carinho. Estabeleci um vínculo de participação limítrofe com meu obejto de estudo, passando a me considerar parte do próprio objeto.

Me comovi com os olhos, as mãos, a palavras e linhas de expressão, que me disseram muitas coisas além do que eu pretendia estudar. Me comovi com as vidas das pessoas, que passaram, e que cruzaram em algum momento com a minha. Pessoas comuns, do dia-a-adia. Pessoas que ao conhecer compreendia e conhecia uma pouco mais de mim.

O trabalho foi realizado no ano de 2009, na comunidade da Vila da Balsa, Pelotas.

Deixo nesta série então, fragmentos de sentimentos, fade outs fade ins, percepções distanciadas e vinculadas por uma linha insvisível de identificação, admiração, respeito e saudade.

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