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Na cidade parecia feriado. Ninguém, nem nenhum movimento importante. A agência bancária estava aberta, a praça tinha os bancos ocupados por pessoas que pareciam desocupadas. Algumas lojas ao redor, nada sofisticado. Um restaurante, que possuía a mesma decoração há, talvez, vinte anos. Nenhum hotel, nenhuma hospedagem. Nenhuma agitação, até o vento ali era calmo, preguiçoso, tranqüilo. O viajante procurava um banheiro onde podesse fazer as vezes. Achou o banheiro da praça.
Até o banheiro da praça parecia não ser usado. Ou usado por pessoas muito educadas. Se Marco soubesse que as pessoas que freqüentam a praça e usam seu banheiro limpam os pés antes de entrar e dão descarga comumente, ele teria vergonha de entrar lá do jeito que estava. O banheiro tinha sabonete e toalha de rosto. Parecia banheiro de casa. Tinha desodorante sanitário.
Havia apenas uma coisa incomum lá: um cão. Ele entrou no banheiro e sentou-se ao assento, por debaixo da porta viu o cão levantar-se e parar diante dela, enquanto o rabo ia balançando feliz, batendo ritmmicamente na parede de azulejos azuis, do estreito corredor. O cão esperava algo e Marco também. Ambos espiaram por debaixo da porta, o cão agindo como se fosse comum a ele receber carinhos dos usuários e Marco como se fosse, aquela abanadela, uma calorosa recepção de um velho amigo, ou ainda como se aquele houvesse sido um aceite e um acolhimento.
Depois de fazer o que era necessário e deixar o assento, Marco lavou as mãos, e por detrás de si viu o cão voltar à enxerga e aninhou-se cruzando as patas e deu um grande bocejo. Agarrou-o do pelo e coçou-lhe a orelha, como uma despedida. Viu que tinha coleira, o cão, e nome em uma fivela de lata: Escubi.
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