Ângelo
Quando criança pensava em ser médico e brincava pedindo aos pacientes para dizerem “trinta e três”. Lembrando da brincadeira sorriu brevemente para si mesmo e pediu que Mônica respirasse fundo e segurasse o ar em seus pulmões. Auscutou o peito da jovem, em seguida seus pulmões. O ar deixou a cavidade peitoral da moça com força, prostrando-lhe as costas. Uma apreensão estampava a face dela, uma vez que apenas os médicos podem dizer se você está bem ou estárá morto em breves minutos. “Nada de mais” pensou ele. Pulmões limpos “Um resfriado”.
O doutor lavou as mãos muitas vezes e ao final da tarde, retirou a armadura e retornou para o carro. Caiu-lhe uma máscara de cinza, sobressalente na rosto. Ainda pensou no trinta e três antes de ligar a ignição, o que lhe iluminou rapidamente os olhos. Era uma lembrança.
Pegou o telefone, beijou, dirigiu.